domingo, 21 de setembro de 2008

Não te entregues, ó professora!

Um poema de Luís Costa

NÃO TE ENTREGUES

Não te entregues, Ana Maria,
Que a esperança não morreu!
Não te entregues, todavia,
Que o lúcido raiar do dia
Já anuncia o jubileu!

Não te entregues, professorinha,
Que a clara manhã já lá vem!
Não cedas à noite mesquinha
Que a aurora já se adivinha
Na estrelinha que a brisa tem!

Não te entregues, Ana Maria,
Mantém o corpo puro e são!
Não o dês à velhacaria,
À mão torpe da chularia,
Que te esvazia de ilusão!

Não te entregues, ó professora!
Resguarda a tua dignidade,
Repele essa mão impostora,
Essa vontade ditadora,
Resiste até à claridade!

Não te entregues, Ana Maria,
Que já lá vem a luz do dia!

Luís Costa

3 comentários:

instantes e momentos disse...

vim para conhecer teu blog. Mesmo tão diferente do meu. Adorei tudo aqui.
Tenha uma bela semana.
Maurizio

O Profeta disse...

Frágil e palpitante luz
A beleza é feita de ternos murmúrios
A voz quebra a quietude do silêncio
A chuva leva a terra ao encontro dos rios

Não há fracassos no sonho
Caminhei nas nuvens para te ver do alto
Abri os braços ao relâmpago
Desci à terra, senti nos pés o frio basalto


Boa semana



Doce beijo

Véu de Maya disse...

viva!
gostei do poema-nada inocente.que de algum modo.põe o dedo na ferida...nenhum professor[a] pode admitir ser reduzido à expressão mínima de professorinho[a] dada a urgência e a plenitude da sua nobre virtude...

abraço