sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Quantos seremos?


Não sei quantos seremos, mas que importa?!

Um só que fosse, e já valia a pena.

Aqui, no mundo, alguém que se condena

A não ser conivente

Na farsa do presente

Posta em cena!


Não podemos mudar a hora da chegada,

Nem talvez a mais certa,

A da partida.

Mas podemos fazer a descoberta

Do que presta

E não presta

Nesta vida.


E o que não presta é isto, esta mentira

Quotidiana.

Esta comédia desumana

E triste,

Que cobre de soturna maldição

A própria indignação

Que lhe resiste.


Miguel Torga

2 comentários:

manzas disse...

Para vós amigos… de reflexão,
uma natividade de prosperarão
e um ano novo também,
de rostos risonhos,
com realizações de vossos sonhos…
Num vislumbrar de um novo mundo
poetizar a paz e harmonia
cantando todos de mãos dadas
na sintonia da alegria.

Um Bom Natal.

Tatiana disse...

Todo artista molha seus pinceis
em sua alma e pinta a sua própria natureza!
(Henry Ward Beecher)

Desejo a você, Um Feliz Natal!
Agradeço o carinho e presença em palavras!
Que no próximo ano, novas sementes sejam plantadas e cultivadas em nosso coração.

Um beijo com meu carinho